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DE VOLTA AO CRISTIANISMO DO CRISTO
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"Jesus lhe disse: Mulher, crê-me, virá tempo em que não será nem neste monte nem em Jerusalém que adorareis o Pai. (...) Mas virá o tempo e já veio em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade; esses os adoradores que o Pai quer. Deus é Espírito e os que o adoram em espírito e verdade é que o devem adorar". (Evang. João, IV, v. 21-24)
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Chegará um tempo em que os templos não terão paredes, nem endereço ou arquitetura a diferenciá-los, porque serão os corações dos homens.
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Não haverá vestes, nem trajes especiais, nem paramentos ou ornamentos típicos para a manifestação religiosa, porque cada um se encontrará frente a frente apenas com a nudez de sua própria consciência. Sem enfeites. Sem disfarces.
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Também estarão eliminados os ritos. As liturgias. Os sacramentos. Sagrados serão os atos e objetos da vida diária. Derrubadas as paredes dos templos, o mundo se sacralizará. Qualidade de vida não será sinônimo de mais conforto, mas de transparência, coerência e integridade.
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Até a teologia mudará. A única ortodoxia irrevogável será a do amar a Deus sobre todas as coisas, de todo coração e entendimento; e ao próximo como a si mesmo. Só o que for contrário a este mandamento será considerado heresia, mas mesmo assim será perdoado, setenta vezes sete vezes, porque é da vontade do Pai que nenhum de seus pequeninos se perca...
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O pensamento estará livre, finalmente, porque onde há Espírito de Deus, há liberdade, mas a cada um será dado segundo as suas obras. O direito de expressão e o respeito à diferença de opinião serão dogmas. Entender-se-á, então, que a fé tem de ser raciocinada, para poder ser vivida, e que os verdadeiros milagres ocorrem dentro de nós, quando nos melhoramos.
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Nesse tempo, a religião deixará de ser profissão ou partido, porque será apenas a expressão da própria espiritualidade. Sem proselitismo. Sem propaganda ou tentativas de arrebanhamento. O interesse do outro naquilo que fizermos virá de exemplos vividos, e não daquilo que falamos... O único chefe será Cristo. A Lei, o Evangelho. A bandeira, o amor.
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Sonho? Talvez. Mas, diz Sua Voz, através de Pietro Ubaldi, que "o Evangelho pertence ao futuro, e por isso não envelhece. Constitui um ponto de chegada, e não de partida".
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Talvez durante milênios tenhamos confundido religiosade com espiritualidade. Mas, ainda há tempo de mudar. De fazer as coisas mais simples. De buscar uma religião mais natural. Muitos templos do passado, repletos de ouro, hoje já são percebidos como museus...
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Quem sabe todos os nossos apetrechos atuais de expressão religiosa também não serão considerados, no futuro, como relíquias afetivas de nossa infância espiritual?.
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Talvez os braços abertos na cruz nos lembrem, um dia, que a verdadeira religião começa com um simples abraço!
É este o propósito do III Congresso Roustaing: comemorar os 150 anos de nossa Doutrina lembrando a todos o que ela tem de melhor - a sua identificação com o Cristianismo original, com o Cristianismo - do CRISTO!
A todos, paz!
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